Conversando com uma pessoa hoje surgiu
uma conversa sobre o que é ultrapassar os limites morais. Bom, pensei e
perguntei-me que limites? Os impostos pela sociedade? Pela família? Qual será o
limite entre a moral, a ética e o imoral? O que é certo? O que é errado?
Devemos considerar os costumes, as crenças de cada sociedade o que é imoral em
um país pode ser moral em outro, tudo é uma questão do ponto de vista. Como em
países que a bigamia é aceitável, ou o uso da maconha em outro país ou
determinada crença.
Toda sociedade, comunidade, tribos,
etc, estabelecem entre si um “padrão” ou um limite entre o moral – imoral-
ético e essa sinergia deve ser respeitada. Isso genericamente analisando, o que
ressalva outros costumes dentro de outros costumes como a igreja. Por exemplo:
não mentir, não matar, roubar, falso testemunho, são condutas estabelecidas
para obtermos uma convivência “saudável” perante a sociedade.
È fato, que o mundo é mutável,
barreiras são quebradas, conceitos desconstruídos, novos conceitos surgindo.
Quando você pergunta a uma pessoa o que admira mais em um ser humano ou o que
se espera dele seja em casa, no trabalho, nas relações sociais ou amorosas a
resposta quase sempre é: Honesto (a), Boa Conduta, Ético, Responsável, Caráter
e assim por diante. Mas, será que paramos para analisar esses conceitos?
O que é politicamente correto? Você
ser honesto? O que você pensa sobre honestidade, caráter e boa conduta? Ou
vivemos o jogo da conveniência? Darwin afirmava em suas teorias que o mundo é
dos fortes! Somente os fortes conseguem sobreviver ao sistema. Estamos
sobrevivendo ao sistema? Com que armas?
O que é ser ético? Moral? Estamos
presos em nossas hipocrisias? O que me levou a escrever foi a necessidade de
expor minha angustia em ver certas pessoas que vivem para sociedade, são
politicamente corretas, mas no fundo vive num mundo de hipocrisias e mentiras,
e julgam os outros por suas atitudes. Acho que devemos ser verdadeiros uns com
os outros, afinal, nossa luta é interna, só perdemos para nós mesmos. Quem
disse que eu não posso ser eu? Se eu sentir vontade de gritar na rua porque
estou feliz, ou abraçar meus amigos e dizer que os amo, serei julgada? Ou
se eu quiser expor o que acho de uma pessoa por ter cometido um ato que me
magoou serei julgada? Ou fazer o jogo da conveniência, típico de nossa
sociedade? Você vale o que tem ou que pode levar de vantagem.
Cabe a nós julgarmos quem se prostituiu?
Quem trai? Quem rouba? Sempre busco um ponto de equilíbrio entre o que é certo
e o errado, devemos compreender o mundo, o ser humano em sua subjetividade,
peculiaridades e também dificuldades.
Certa vez, atendi uma mulher de 23
anos, 5 filhos (pais diferentes) e solteira, que chorava ao me
contar sua situação. Analfabeta, nunca teve oportunidades, sofreu abuso do
próprio pai, e estava literalmente “surtada”. Colocou seus filhos dentro de
casa, sem nada para comer, sem perspectiva nenhuma e tentou se matar colocando
fogo na casa. Logo em seguida, as pessoas comentaram, “meu Deus que mulher
louca”, “como faz isso com seus filhos”, “a culpa é dela porque é puta, vive
bebendo, deveria perder a guarda dos filhos”. Porque o ser humano tem
necessidade de julgar? Lógico que para os comportamentos estabelecidos pela
sociedade ela com certeza seria uma louca. Eu vou mais além, alguém parou para
analisar o contexto social, emocional, econômico na qual foi submetida esta
mulher? Que essa é a realidade de milhões de brasileiros, ou precisamente de 16
milhões de brasileiros em situação de miséria segundo IBGE 2010? Ou estamos
totalmente presos em nossas hipocrisias e conceitos morais e éticos que
fechamos os olhos para nossa dura e cruel realidade? Das favelas a ribeirinhos,
dos ribeirinhos aos indígenas, dos assentamentos aos abrigos, dos abrigos as
ruas.
Ate quando criaremos ou ditaremos
conceitos ao invés de ajudarmos e compreendermos essa triste realidade, o que é
correto para você não é para o outro, a sua realidade não é a do outro.
Portanto, coloque-se sempre no lugar
do seu próximo!!!
A mania do brasileiro é julgar. É tão facil parar pra pensar antes de falar, mais nem sempre pensamos em pensar.
ResponderExcluirÉ verdade Roberto, o ser humano tem a necessidade de julgar e criar um egocentrismo desnecessário!
ResponderExcluirObrigada.