Com Tatiana Andrade - Assistente Social

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ser ou Não Ser? Eis a questão.


Ser ou não Ser? Eis a Questão!
Esta pergunta aparece na peça (tragédia) escrita por William Shakespeare que conta a história do Príncipe Hamlet que tenta vingar a morte de seu pai, o rei, executado pelo seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com sua mãe. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e exploram temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade. 

Nunca parei para refletir sobre esta ilustre frase do famoso William Shakespeare, mas hoje passei por uma situação que me lembrou um pouco sobre isso, pois, podemos aplicá-la para nossas vidas, pois, Hamlet sempre esteve em conflito consigo mesmo e com a trama na qual estava envolvido. Trazendo esta pequena reflexão sobre ser ou não ser, traz à tona a possibilidade de vivermos numa sociedade sem que precisemos deixar de sermos nós mesmos, seja em nossas relações sociais, amorosas, de trabalho ou política, muito difícil, mas não impossível. 

Observo muito o comportamento das pessoas e sempre procuro fazer uma auto-análise da minha pessoa, não sei se é um defeito ou uma qualidade, mas, a questão é que muitas pessoas escondem-se em suas hipocrisias onde geralmente o que se prega não é de fato o vivenciado, Eis a Questão! Analisando profundamente a frase chego a uma pequena conclusão de que as conveniências são necessárias para o bom convívio na sociedade, senão não teríamos tantos acordos desde a segunda guerra mundial, a Organização das Nações Unidas, Alianças Partidárias e assim por diante. É obvio que os interesses de ambas as partes são diferenciados, contudo, com algo semelhante: a busca pela “paz” seja por interesse pessoal ou para o bem comum, originalmente conhecida como guerra fria. Guerra fria na qual vivenciamos todos os dias, com nós mesmos.

 Entretanto nesse tópico a conveniência esta ligada aos interesses pessoais ou coletivos. Destaco os interesses políticos, pois, estão no topo das discussões quando o assunto é ser quem você é realmente. Algumas pessoas comentam o quanto é difícil encontrarmos honestidade nesse meio, embora esta seja a qualidade mais exigida pelas pessoas que se intitulam honestas. Ora, o que é a honestidade senão a capacidade de auto-avaliação de nos mesmos? Poucos possuem esta capacidade de se auto-avaliar.  É nítido que, para manter o equilíbrio você deixa de falar ou fazer algo para uma determinada pessoa somente para manter as aparências. O importante diante dessas situações é manter o equilíbrio mental. 

Mas, e quanto ao Ser ou Não Ser? Boa pergunta para quem gosta de refletir. Seja você mesmo, mantenha a postura, tenha personalidade, tenha uma pouco de malícia e nunca perca a razão, deixar o coração de lado às vezes é um ótimo negócio. Manter sua integridade e caráter diante do mundo das relações sociais por conveniência é possível! Falta de caráter e ruindade faz parte disso? Pode ser que sim, você é quem escolhe o caminho no qual vai trilhar. Prefiro seguir o da integridade e do caráter, entretanto, não abro mão da conveniência, pois é necessário para a sobrevivência, basta acreditar em si mesmo e buscar no silêncio da sua alma QUEM VOCÊ É DE VERDADE!
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Falar Bem


A oratória para alguns é a arte de falar bem. Concordo até certo ponto. O que é falar bem pra você? Alguns têm o domínio da fala, com palavreado bonito, difícil, outros sentimentais tentam mirar no coração das pessoas. Para mim, existe um enorme abismo entre o que se prega e o que se pratica. Fala bem aqueles que praticam o que discursam você pode até tocar no coração das pessoas no momento da sua fala, mas, com o passar do tempo, se você não é praticante das suas ideologias, você se perde dentro da sua própria ideologia: a da falsidade e da demagogia. 

O exercício da nossa cidadania começa quando possuímos o conhecimento, quando somos esclarecidos e temos opinião própria e crítica, a nossa capacidade de interagir com próximo é pautada no diálogo, na forma como nos expressamos para com nosso próximo. Por isso, seja ético, prudente, saiba o que esta pregando, não seja antagônico. 

Fica a dica. 
Pratique o que pregas.
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