Este
assunto foi abordado na época em que fazia faculdade e gerou muitas polêmicas,
passaram os anos e ainda continuo com uma enorme “pulga” atrás das orelhas! Após
longos anos de ditadura militar, dos nossos direitos limitados, pensei que com
a Constituição Federal de 1988 iríamos ter ao menos essa tal da UNIVERSALIDADE
DE ACESSO AOS DIREITOS SOCIAIS. Ter acesso
universal aos bens e serviços públicos e com qualidade é motivo de piada, como
podemos ser iguais se o que precisa ser público é o que menos se investe em
nosso país? A educação sucateada e nossos governantes afirmam que com a
implantação de políticas públicas como o bolsa família várias crianças e
adolescentes freqüentam a escola, pois existe as “condicionalidades no programa”
é como se nos dissessem: “Você faz o que
mandamos e nós liberamos o que vocês precisam”! Não que eu seja totalmente
contra, mas são políticas paliativas, é óbvio que muitas pessoas saíram da miséria,
ótimo, mas, pergunto: Estão investindo nos professores? Em seus salários? A
qualidade do ensino esta sendo prioridade? Ou queremos números para o IDEB? A
universalidade não é apenas assegurarmos no papel o direito de sermos iguais
como ser humano e acesso às políticas públicas, ela deve ser de qualidade e em
igualdade de acesso. A saúde é universal? Para termos um atendimento mais
qualificado e ágil procuramos a saúde privada, sempre escuto a frase: “Pelo SUS
demora... particular é mais rápido”! O QUE UNIVERSAL? Universal são os impostos
que pagamos todos os dias, e se brincar teremos imposto até para exercer nossa
participação!! Desabafo!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
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