Com Tatiana Andrade - Assistente Social

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Universalidade existe?


Este assunto foi abordado na época em que fazia faculdade e gerou muitas polêmicas, passaram os anos e ainda continuo com uma enorme “pulga” atrás das orelhas! Após longos anos de ditadura militar, dos nossos direitos limitados, pensei que com a Constituição Federal de 1988 iríamos ter ao menos essa tal da UNIVERSALIDADE DE ACESSO AOS DIREITOS SOCIAIS.  Ter acesso universal aos bens e serviços públicos e com qualidade é motivo de piada, como podemos ser iguais se o que precisa ser público é o que menos se investe em nosso país? A educação sucateada e nossos governantes afirmam que com a implantação de políticas públicas como o bolsa família várias crianças e adolescentes freqüentam a escola, pois existe as “condicionalidades no programa” é como se nos dissessem: “Você faz o que mandamos e nós liberamos o que vocês precisam”! Não que eu seja totalmente contra, mas são políticas paliativas, é óbvio que muitas pessoas saíram da miséria, ótimo, mas, pergunto: Estão investindo nos professores? Em seus salários? A qualidade do ensino esta sendo prioridade? Ou queremos números para o IDEB? A universalidade não é apenas assegurarmos no papel o direito de sermos iguais como ser humano e acesso às políticas públicas, ela deve ser de qualidade e em igualdade de acesso. A saúde é universal? Para termos um atendimento mais qualificado e ágil procuramos a saúde privada, sempre escuto a frase: “Pelo SUS demora... particular é mais rápido”! O QUE UNIVERSAL? Universal são os impostos que pagamos todos os dias, e se brincar teremos imposto até para exercer nossa participação!! Desabafo!

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