O homem é histórico e constrói sua prórpria história. Não é da essência do homem ser egoísta, mas da sociedade. Na perspectiva marxista não há predominância de um sobre o outro, ambos se completam, há uma relação dialética, a realidade nos traz a verdade, o sujeito é o ser que busca o conhecimento, e busca a realidade no objeto, ambos importantes, contudo, o objeto mostra o caminho, ou seja, o sujeito é membro da sociedade e a realidade esta na sociedade, no objeto. O trabalho é a categoria fundante no sentido de torna-lo diferente dos outros. Toda elaboração do homem parte das suas necessidades e transforma a natureza assim, ele objetiva ao transforma-la produzindo as relações sociais fundando o homem como ser social. Neste sentido, o trabalho é qualquer transformação da natureza, é a produção de riqueza material. Pensar na base marxista é relaciona-la com a natureza, a totalidade, a contradição entre o capital X trabalho, a exploração da força de trabalho, apropriação da riqueza produzida. Para Marx a sociedade não é a- histórica, mas dinâmica. Desta forma, a observação da realidade torna-se um instrumento para apreender o real.
O Estado surgiu das forças produtivas, como caçar, pescar, subsistência, ou seja, os que trabalham e produzem e outros que administram e ficam com a maior parte o que podemos chamar de classes sociais. O Estado surge porque a sociedade se dividiu em classes sociais para manter a dominação e exploração das classes trabalhadoras. Na verdade o conceito de “liberdade” nunca existiu, sempre existiu a nobreza, os escravos, a burguesia e os trabalhadores. Quando correlaciono o Estado com o Bem Comum reflito se de fato as coisas serão iguais para todos? Quando todas as riquezas, bens sociais, econômicos, culturais, espirituais e etc estarão disponíveis para todos. Esse bem comum existe? É igualitário? Como é tarefa do Estado cuidar de um bem comum que não existe? Sabe por quê? O Bem comum não existe porque há desigualdade!!
O Estado surgiu para atender as exigências das classes dominantes e impedir a revolução dos trabalhadores. Penso que somos os mesmos escravos da idade média a diferença é que vendemos nossa força de trabalho em troca de salário. O bem comum só ira existir quando todos tiverem acesso aos bens materiais. Na verdade o Estado é uma instituição que tem como objetivo reproduzir a desigualdade social. Sempre busco refletir se precisamos de um Estado, se acabássemos com as classes sociais, acabaríamos com o Estado? Como viveríamos sem Estado? Não estou querendo dizer que deveríamos voltar ao estado primitivo, mas qual sistema seguir se caminhamos cada vez mais para o mais profundo capitalismo selvagem? O Estado é importante para acabar com a miséria, as políticas sociais são instrumentos de amenização não tem condições de alterar as raízes que lhe dão origem, o Estado se extinguirá quando acabarem as divisões das classes sociais. O problema esta na divisão de classes e na exploração do trabalho. Karl Marx diz que o homem não nasce egoísta, bom e etc. ele é fruto das suas relações sociais. Penso que, à medida que você tem a força de trabalho e a vende quem é mais igual? De um lado temos os cidadãos, o trabalhador assalariado e explorado que também é cidadão, contudo ele é “livre” na esfera pública, mas no campo da produção é desigual. Devemos repartir o bolo na mesma medida, mas creio que estamos caminhando para a total barbárie Estatal, o poder e o dinheiro corrompe o homem e será muito difícil definirmos que sistema seguir, só nos resta clamar por uma liberdade mesmo que seja reprimida de decidirmos o melhor para o nosso país, embora nem todos possuem mecanismos de encarar o sistema. Quando alcançaremos isto? Será que a humanidade ira extinguir-se com tanta exploração da natureza, do homem?.... a superação do capital é possível?

Texto perfeito, parabéns!
ResponderExcluirObrigada!
ResponderExcluirótimo texto Tati!! Meus parabéns!!
ResponderExcluirObrigada Mauricio! Fico feliz por ter gostado!
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